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sábado, 20 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra



AS PALAVRAS - EUGÉNIO DE ANDRADE


São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

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domingo, 14 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra




Solitário


Dizem que as mães querem mais
Ao filho que mais mal faz
Por isso te quero tanto
E tantas mágoas me dás

Perguntas-me o que é morrer
Meu amor, minha alegria
Morrer é passar um dia
Todo inteiro sem te ver

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra



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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra



De


Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra








Álvaro de
Campos

Ah a frescura na face de não cumprir um dever!

Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros.
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
É tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora, Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.
-1929

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Poetas da Nossa Terra




Grande sol a entreter

Grande sol a entreter
Meu meditar sem ser
Neste quieto recinto...
Quanto não pude ter
Forma a alma com que sinto...

Se vivo é que perdi...
Se amo é que não amei...
E o grande bom sol ri...
E a sombra está aqui
Onde eu sempre estarei...

21-8-1930

***Poesias Inéditas (1930). Fernando Pessoa***
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domingo, 31 de outubro de 2010

Poetas da Nossa Terra

Autopsicografia de Fernando Pessoa






















Quarto e roupas de Fernando Pessoa

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Poetas da Nossa Terra

ROTEIRO PESSOANO



Eram 9 horas da manhã e estava-mos a apanhar o comboio
em direcção a Lisboa, para uma visita pelos locais por onde
Fernando Pessoa nasceu e viveu.....





Passamos pela estação do Rossio, onde fomos ver os painéis de Azulejo



Seguindo depois para Campo de Ourique, visitar a Casa Museu, onde

Fernando Pessoa viveu quinze anos.




Dando tempo para tomar uma bica no Chiado, com Fernando Pessoa.




Visto ser perto da casa onde ele nasceu, ali mesmo em frente ao teatro

São Carlos.




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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poetas da Nossa Terra


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