Seguidores

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Mail)
*************************

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Mail)
***************************

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras

(Recebido por Mail)
********************************

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras

(Recebido por Mail)
******************************

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


As próximas Postagens, Serão Dedicadas ao
PARQUE DOS POETAS   -   OEIRAS

(Recebido por Mail)

************************************

Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Poetas da Nossa Terra




O verão deixa-me os olhos mais lentos sobre os livros

O verão deixa-me os olhos mais lentos sobre os livros.
As tardes vão-se repetindo no terraço, onde as palavras
são pequenos lugares de memória. Estou divorciada dos
outros pelo tempo destas entrelinhas - longe de casa,
tenho sonhos que não conto a ninguém, viro devagar

a primeira página: em fevereiro, eles ainda faziam amor

à sexta-feira. De manhã, ela torrava pão e espremia
laranjas numa cozinha fria. Havia mais toalhas para lavar
ao domingo, cabelos curtos colados teimosamente ao espelho.
Às vezes, chovia e ambos liam o jornal, dentro do carro,
antes de se despedirem. As vezes, repartiam sofregamente
a infância, postais antigos, o silêncio - nada

aconteceu entretanto. Regresso, pois, à primeira linha,

à verdade que remexe entre as minhas mãos. Talvez os olhos
estivessem apenas desatentos sobre o livro; talvez as histórias
se repitam mesmo, como as tardes passadas no terraço, longe
de casa. Aqui tenho sonhos que não conto a ninguém.


Maria do Rosário Pedreira
de A Casa e o Cheiro dos Livros

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Poetas da Nossa Terra




DAQUI DESTE PAÍS



DAQUI DESTE PAÍS DO MEU DOER TE ESCREVO MEU AMOR
DAQUI DA MINHA DOR QUEM BEM ME QUER
ESTÁ LONGE MEU AMOR DAQUI DESTE CINZENTO
DE LATA E VENTO TE SOFRO EM CADA DIA AMOR
AQUI NESTE RELENTO NESTE TORMENTO
O PÃO NASCE SEM SUOR
AQUI NESTES ANDAIMES DE CHUVA
NÃO NASCEM CACHOS DE UVA NÃO BEBO O VINHO
QUE AMBOS PISÁMOS SÓ BEBO O ACENO QUE TROCÁMOS
AQUI SEMPRE ESTRANGEIRO SEM BARCA BELA
SEM NAU DAS DESCOBERTAS
AQUI DÓI O AMOR DÓI A SAUDADE
SÃO FERIDAS SEMPRE ABERTAS
DAQUI DESTE PAÍS COM ESTAS LETRAS
INVENTO A ALEGRIA AMOR
DAQUI DESTE PAÍS COM ESTAS LÁGRIMAS
TE ESCREVO E CONTO A MINHA DOR
AQUI EM ALAMEDAS DE FUMO
TIJOLOS E FIOS DE PRUMO NÃO NASCE O SOL
AQUI COM ESTE CÉU A SANGRAR
COM O TEU BORDADO A GRITAR NO MEU LENÇOL
AQUI COM ESTE INÚTIL LUAR ABERTO DE PAR EM PAR
NESTA JANELA DESTE PAÍS TE DIGO - ATÉ UM DIA AMOR


Mário Contumélias

Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Poetas da Nossa Terra







Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.



********************

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Poetas da Nossa Terra




Poema de Natal de Fernando Pessoa


Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei !

**********************************