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domingo, 13 de junho de 2021

Marchas populares

 

 MARCHAS  POPULARES

marchas populares que enchem de cor as ruas de todo o país, mas sem dúvidas que as mais conhecidas são as de Lisboa em honra de Santo António, o padroeiro da cidade. As marchas populares de Lisboa remontam a 1932, quando foram organizadas as primeiras marchas competitivas, sob orientação do cineasta Leitão de Barros.

Os santos populares já eram festejados nas ruas da cidade e havia a memória das “velhas marchas populares” de cada bairro, chamadas também de ranchadas. Naquela noite de 12 de junho de 1932, Alto do Pina, Campo de Ourique e Bairro Alto disputaram o primeiro concurso e o Parque Mayer foi pequeno para tanta gente.

Atualmente, todos os anos, na noite de Santo António, crianças, jovens e adultos vestidos a rigor, com os arcos na mão, a música e a coreografia na cabeça e o orgulho no seu bairro no coração, desfilam pela Avenida da Liberdade.

 Casamentos de Santo António

Santo António é conhecido como o santo casamenteiro, por isso não poderia ser outro santo a apadrinhar o amor. Foi em 1958 que, pela primeira vez, 36 casais ficaram unidos pelo matrimónio na Igreja de Santo António. O objetivo da iniciativa, então patrocinada pelo Diário Popular, era possibilitar o casamento a casais com maiores dificuldades financeiras.

Depois de 16 anos de concorridas edições, a tradição foi interrompida em 1974. Trinta anos depois, a Câmara Municipal de Lisboa recuperou os casamentos de Santo António com o mesmo propósito de proporcionar a 16 casais um dia de sonho e memorável.

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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Manjerico

 

 Manjerico

 

 


Por pedro_figi

Outra tradição que não pode faltar nos santos populares é o manjerico. Mas sabe porque é que o manjerico é a planta oficial desta época do ano? Também é conhecido como a “erva dos namorados” porque, de acordo com a tradição, os rapazes davam um pequeno vaso de barro com um manjerico às namoradas, por altura do Santo António, o Santo casamenteiro.

Naquela época, oferecer um manjerico significava um compromisso tão forte como um pedido de casamento. A namorada, ao receber o manjerico, devia tratar da planta durante um ano até o manjerico ser substituído no dia de Santo António do ano seguinte.

Esta planta é na verdade uma erva aromática que cresce na primavera e, por essa razão, por altura do Santo António, tem já o tamanho ideal para se tirar da terra e colocar em vasos. O que acontece é que o manjerico é uma planta muito sensível e necessita de grandes cuidados. Há muita gente que acredita até que não se pode cheirar diretamente o manjerico, mas quem domina a botânica diz que isso é um mito e que os manjericos duram pouco tempo de qualquer maneira.

 

 

Hoje em dia, o vaso de manjerico não está completo se não tiver um cravo feito em papel e uma pequena bandeira com uma quadra popular quase sempre alusiva ao amor. Os jovens apaixonados pedem uma ajuda aos três Santos para encontrarem um amor para toda a vida, ou pelo menos para o festivo mês de junho.

O manjerico comprado
Não é melhor que o que dão.
Põe o manjerico ao lado
E dá-me o teu coração.

No dia de Santo António
Todos riem sem razão.
Em São João e São Pedro
Como é que todos rirão?

Manjerico que te deram,
Amor que te querem dar…
Recebeste o manjerico.
O amor fica a esperar.

Quadras ao Gosto Popular, Fernando Pessoa

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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Tradições dos Santos Populares

 

Junho é um mês importante para os portugueses: começa o verão, os dias são maiores, as noites são mais quentes, e a alegria dos santos populares invade Portugal. Um pouco por todo o país, mas com especificidades próprias de cada região, as ruas são decoradas com flores, balões e luzes. A música popular preenche cada esquina, convidando para o bailarico até o maior pé de chumbo do mundo. Não falta o assador à porta de casa, emanando o cheiro das sardinhas assadas na brasa, com o caldo verde e o vinho tinto a acompanhar.

Não é preciso muito para montar o arraial. Basta alegria e boa disposição e uma ajudinha do São Pedro para que a chuva não arruine a festa. Há várias tradições associadas às celebrações do Santo António, São João e São Pedro, mas será que conhece a sua origem e o porquê de existirem? Deixamos-lhe aqui algumas das mais conhecidas tradições que fazem dos santos populares uma das maiores festas de Portugal.

 Sardinha






A sardinha assada na brasa é um prato tradicional da cozinha portuguesa que se pode comer todo o ano, mas ganha outro sabor durante os santos populares. Durante o mês de junho não pode faltar uma “sardinhada” em cada casa. A abundância deste peixe na costa portuguesa e a grande tradição piscatória explicam a forte presença da sardinha à mesa dos portugueses.

A melhor forma de confecionar as sardinhas é prepará-las de véspera e temperá-las com sal grosso, colocá-las num grelhador duplo por cima das brasas, sem chama, em lume brando, normalmente acompanhadas com pimento assado também na brasa e batata cozida. Dizem os especialistas na arte da sardinha que devem ser saboreadas em cima de uma fatia grossa de pão que absorve a sua gordura natural.

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

ALENTEJO

 

 


 

 ALENTEJO

A Páscoa em Castelo de Vide, no Alentejo, ganha notoriedade devido à Bênção dos Cordeiros e às Chocalhadas.

O primeiro costume simboliza o momento em que os judeus saíram do Egipto e mataram cordeiros de forma a conseguir untar as portas com o seu sangue, para que não matassem os primogénitos dos hebreus. No Alentejo ainda se comemora este momento, juntamente com componentes cristãos para realçar ambas as culturas.

As Chocalhadas atraem inúmeros portugueses e turistas às ruas íngremes de Castelo de Vide. À noite, centenas de pessoas juntam-se no Lageado com chocalhos de várias formas e criam um ruído característico e envolvente que serve de “oração” durante o Cortejo de Aleluia.

As celebrações terminam a Semana Santa, no domingo, com a Festa das Flores.

Retirado da Internet 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Lenda da Costureirinha

 

 


Lenda da Costureirinha

 


Diz-se que no início do século XX havia no Baixo Alentejo uma costureira que trabalhava muito, incluindo ao Domingo. Por isso, por não respeitar o dia sagrado segundo a tradição católica, Deus castigou-a e fez com que andasse a vaguear no mundo dos vivos, depois da sua morte.
Outra versão é que esta costureira tinha feito uma promessa a S. Francisco, em vida, e nunca a cumpriu até morrer. Assim, deveria redimir-se, passando um período de errância, antes de subir aos céus. O motivo não se sabe, mas o que se sabe é que a costureirinha se tornou alma-penada e vagueava entre os vivos, invisível.
No silêncio da noite, ouvia-se a costureirinha a coser, e muitos ouviam a máquina a trabalhar, a tesoura a cortar, o dedal a cair. No entanto, esta assombração não assustava os alentejanos, pois a costureirinha era familiar. E agora, será que ainda se sente?

Se estas lendas têm o seu quê de verdade, não sabemos, e talvez nunca venhamos a saber. Algumas destas e muitas outras lendas portuguesas deram nome a cidades, a vilas, e até originaram rituais. Agora, resta-nos esperar que os que ainda as conhecem, as continuem a contar e a passar de geração em geração.

 Fonte: A Bruxa vol.1 por J.E. Baker 1892.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

A Lenda da Senhora que Passou

 

 


 A Lenda da Senhora que Passou

 

Em Vila Verde, Braga, também uma freguesia chamada Paçô ficou marcada por um amor impossível. A lenda de Paçô conta que, certo dia, pai e filha caminhavam pela estrada quando resolveram parar para descansar. A filha, Joana, desceu a um riacho para beber água. O espanto da jovem veio quando o riacho lhe falou, com voz de homem. Ela, assustada, ouviu, como o riacho lhe dizia que pelo amor que lhe tinha, se transformaria em rio para a seguir. O riacho com voz de homem pediu à jovem Joana que lhe beijasse as águas e dissesse baixinho “Amor”, para selar a promessa. A jovem assim fez, mas de seguida correu para o pai que a chamava.
À noite, enquanto o pai dormia, Joana esgueirou-se para ver se o riacho a seguira. Desceu e deparou-se com um rio! A moça pediu ao rio que se mostrasse na forma de homem, pedido ao que o rio acedeu. No momento em que o rio se fazia homem, o pai de Joana apareceu e, vendo a filha com um rapaz, ficou fora de si e levou-a para longe. O rio feito homem só pôde ver a sua amada a desaparecer.
No dia seguinte, conta o povo, ouviam-se lamentos com voz de homem vindos dos lados do rio. “A senhora passou por aqui? Passou? Passou?”, perguntava a voz. De tanto repetir estas palavras, o lugar ficou conhecido por Passô, e o rio chamou-se Rio Homem. De Joana, nunca mais se soube, mas a sua memória continua viva em Vila Verde.

 Fonte: A Bruxa vol.1 por J.E. Baker 1892.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

ÓBIDOS

 

  


 ÓBIDOS

 

A vila de Óbidos é, por si só, um local mágico e que nos remete automaticamente para os primórdios da história de Portugal. Na Páscoa, esta localidade volta a ser palco para mais uma índole histórica e religiosa portuguesa.

Anualmente desperta o interesse de milhares de visitantes, que pretendem assistir a um dos melhores programas para a Semana Santa, através de inúmeras atividades, entre as quais: a Procissão Penitencial da Ordem Terceira de S. Francisco, conhecida também como a procissão da rapaziada, na qual desfilam vários andores decorados com flores; a Procissão do Senhor Jesus dos Passos, um cortejo caracterizado pelo “gafáu”, que caminha descalço, com a cabeça envolvida por um pano e, transportando um instrumento musical, o “serpentão”, anuncia que o condenado se aproximará; e a mais conhecida Procissão do Enterro do Senhor, onde se percorre a Vila unicamente à luz dos archotes que ardem nas mãos dos mais jovens, colocados em pontos estratégicos do percurso.

Retirado da Internet

domingo, 4 de abril de 2021

Páscoa

 

 Páscoa

Apesar da absorção e mistura de comemorações a nível mundial, há tradições que se mantêm intactas até hoje.

Em Portugal, a Páscoa é uma das datas mais queridas para a população e isso deve-se ao facto de ser um dos países mais religiosos da Europa, ocupando a 9.ª posição da lista em 2018.

São inúmeras as tradições que ainda hoje podemos encontrar de Norte a Sul do país. O folar, a cruz, as procissões, o compasso, o cordeiro, os doces e as iguarias, são exemplos.

De região para região, os costumes variam. Vamos conhecer alguns?

 


 

 BRAGA

Na Semana Santa, Braga ganha vida com uma das maiores celebrações da cidade e recebe milhares de visitantes todos os anos.

A cidade enche-se de motivos alusivos à quadra, incenso, altares, flores, luzes e faixas roxas, e celebra a Páscoa através de diferentes iniciativas, das quais se destaca a Procissão da Burrinha - onde a imagem de Nossa Senhora é transportada por uma burrinha -, a procissão de Trasladação da Imagem do Senhor dos Passos, o Domingo de Ramos – composto pela missa, bênção e procissão de ramos –, a famosa Procissão do Senhor “Ecce Homo” ou dos “Fogaréus” – que personifica os penitentes e evoca o julgamento de Cristo – e o Compasso Pascal.

Para além das celebrações religiosas, a cidade oferece inúmeros eventos socioculturais, como concertos e exposições

 Retirado da Internet

quinta-feira, 25 de março de 2021

Lenda da Moura da Ponte de Chaves

 

 


 

 Lenda da Moura da Ponte de Chaves

 


Reza a lenda de Chaves que no século XII, uma jovem moura ficara noiva do primo, Abed, filho de um guerreiro mouro que virara alcaide. A jovem, apesar de ter aceitado o noivado, não amava o futuro marido. Anos mais tarde, os cristãos voltaram para reconquistar Chaves, e a jovem moura foi tomada refém por um guerreiro cristão. A moura e o cristão apaixonaram-se e viviam felizes, enquanto o seu prometido e o seu tio fugiram de Chaves. Os cristãos ganharam a guerra e restabeleceu-se a paz.
Abed, que sabia do caso, nunca perdoou, e voltou à cidade vestido de mendigo, para se vingar. Esperou-a na ponte e, quando a viu, pediu-lhe esmola. A moura, que lhe estendeu a mão, cruzou olhares com ele e o mouro rejeitado rogou-lhe a praga: “Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor de um cavaleiro cristão, não aquele que te levou, poderá salvar-te.” A moura desapareceu como por magia, e só umas poucas damas cristãs foram testemunhas.
O amado procurou a sua moura por toda a parte e nunca a encontrou, acabando por morrer de tristeza e saudade. E a moura encantada da ponte nunca mais foi vista. Anos mais tarde, diz o povo que, numa noite de S. João, passava um cavaleiro cristão pela ponte quando ouviu murmúrios e socorros. Então, uma voz de mulher lhe pediu para descer ao terceiro arco da ponte e dar-lhe um beijo. O jovem cristão, com medo, fugiu. Assim, ficou a moura da ponte de Chaves encantada para sempre. Agora, nas noites de S. João, é possível ouvir os lamentos da moura encantada, que está eternamente castigada por se ter apaixonado.

 Fonte: A Bruxa vol.1 por J.E. Baker 1892.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Lenda da Boca do Inferno

 

 


 

Lenda da Boca do Inferno

 


Esta lenda passa-se na zona de Cascais, onde em tempos existiu um castelo habitado por um bruxo malvado. O bruxo escolheu a mais bela donzela da zona para se casar, mas ao vê-la em pessoa decidiu prendê-la escondida, louco de ciúmes pela beleza dela. A donzela ficou confinada a uma torre solitária, com um cavaleiro de guarda, sem nunca se poderem ver.
Os anos passaram e os dois conversavam e faziam-se companhia, até que o cavaleiro decidiu subir à torre para ver a sua amiga. Diz a lenda que, quando o cavaleiro abriu a porta, ficou embasbacado com a sua beleza e rapidamente se enamorou dela. Os apaixonados decidiram fugir a cavalo, esquecendo-se que o bruxo enfeitiçara a donzela e de tudo sabia.
O feiticeiro, enraivecido e sedento de vingança, invocou uma tempestade fortíssima que atingiu os rochedos por onde os amantes fugiam. Os rochedos abriram-se como uma boca, e as águas engoliram a donzela e o cavaleiro. Esse buraco nunca mais fechou, e a população começou a chamar-lhe Boca do Inferno, pelo destino infeliz que o par teve.

 Fonte: A Bruxa vol.1 por J.E. Baker 1892