
De
Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...
A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.
Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.
E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.
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8 comentários:
Nossa amigo! Que lindo e profundo esse poema! Ele traz à imaginação cenas deslumbrantes! Obrigada por tão magnífico post! Amigo, que você tenha uma ótima e abençoada semana! Carinhos... Bjsss
Quanta sensualidade neste poema!
Gostei.
Beijo.
isa.
Nossa, Lindo!!!
Beijossssssss
Zé, meu querido....Boa tarde!
Gosto muito desse poeta português nascido na cidade do Porto.
A poesia que escolheste para postar é uma das minhas preferidas.
Gosto muito também dessa que te deixo, com muito carinho e admiração, pelo homem romântico e sensivel que tens demostrado ser ao escolher as tuas postagens.
Beijos...meu lindo!
Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
José Gomes Ferreira
Olá meu amigo, bom dia!
Muito lindo o poema, adorei!
Bjão pra vc!
Gena
Lindo poema!Gostei!!!
Parabéns pela escolha...
Abraço,
Lourenço
Bonito poema!
Até onde nos pode levar a imaginação!
E o poder, de trazer um rio na algibeira...
Bjs dos Alpes
Meu querido amigo
Muito belo e sensual este poema de José Gomes Ferreira.
Como sempre boas escolhas.
Beijinhos com carinho
Sonhadora
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