Seguidores
Mostrar mensagens com a etiqueta Florbela Espanca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Florbela Espanca. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Poetas da Nossa Terra
O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta,
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe já desponta!
Um engano que morreu...e logo aponta.
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
Eu bem sei, meu amor, que era preciso
fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir.!!!
Florbela Espanca
*************************************
terça-feira, 26 de março de 2013
Poetas da Nossa Terra
REALIDADE
Em ti o meu olhar fez-se alvorada
a minha voz fez-se gorgeio de ninho.
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho...
Embriagou-me o teu beijo como um vinho.
Fulgo de Espanha,em taça cinzelada...
E a minha cabeleireira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...
Minhas pálpebras são de cor verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...
Tens sido fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei..
Se te perdi...
Em ti o meu olhar fez-se alvorada
a minha voz fez-se gorgeio de ninho.
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho...
Embriagou-me o teu beijo como um vinho.
Fulgo de Espanha,em taça cinzelada...
E a minha cabeleireira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...
Minhas pálpebras são de cor verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...
Tens sido fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei..
Se te perdi...
Florbela Espanca
********************************
sábado, 10 de novembro de 2012
Poetas da Nossa Terra
Que mistério, a começar pelo título, envolveria esse soneto? O tempo ou algum incidente teria inutilizado parte do poema? A própria Florbela Espanca o teria deixado assim, “inacabado”? Seus editores ou os pósteros, extraindo parte do primeiro verso conhecido do soneto inconcluso, teriam batizado o soneto de “Eu não sou de ninguém...” ou tal título teria sido dado pela própria poetisa?! Impossível se me afigura saber o que teria, de fato, acontecido. Ei-lo em sua versão original, conforme o conhecemos:
“Eu não sou de ninguém...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há de ser luz do sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!
Há de ser luz do sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!
Há de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno inseto,
Vento que enfuna as velas sobre os mastros!...
Voz no murmúrio do pequeno inseto,
Vento que enfuna as velas sobre os mastros!...
Há de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!”
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!”
**********************
sábado, 11 de agosto de 2012
Poetas da Nossa Terra
Os versos que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Poetas da Nossa Terra
A nossa casa
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»«««««««««««+++««««««««««««
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Poetas da Nossa Terra
********************************** **********************************************************
Subscrever:
Mensagens (Atom)









