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terça-feira, 23 de junho de 2009

Provérbios

* A Santos que não conheço, não lhes rezo nem lhes ofereço.

* A meninos e a Santos do altar, não prometas para não faltar.

* Beijam-se os altares, por causa dos Santos.

* Ao fundo, todos os Santos ajudam.

* Aos parvos, aparecem os Santos.

* Com os parvos, se parecem os Santos.

* Lá vem Agosto, com seus Santos ao pescoço.

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domingo, 21 de junho de 2009

Provérbios












* Em Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.

* Deus ajudando, vai em Julho mercando.

* Julho quente, seco e ventoso,trabalha sem repouso.

* Junho calmoso, ano formoso.

* Junho chuvoso, ano perigoso,

* Junho floreiro, paraíso verdadeiro.

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terça-feira, 16 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

Provérbios

* Em Junho, foicinha em punho.
* Em Julho ceifo o trigo e o debulho e, em o vento soprando, o vou limpando.
* Não há maior amigo, que Julho com o seu trigo.
* Por todo o mês de Julho, o celeiro atulho.
* Quem trabalha em Julho, para si trabalha.
*Geira de Maio,vale os bois e o carro; e a de Julho, os bois e o jugo.
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Provérbios

* Vacas em Maio e mulheres em dia de boda, venha o diabo e escolha.
* Vai-te embora Janeiro, aí fica Abril e Maio.
* Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.
* Vinho que nasce em Maio é para o Gaio; o que nasce em Abril vai para o funil; o que nasce em Março fica no regaço.
* Viva o Maio carambola, que ele vai jogando a bola.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Provérbios

M A I O

















# Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

# Em Maio, a quem não tem,basta-lhe o saco.

# Em Maio o calor a todo o ano dá valor.

# Em Maio verás a água com que regarás.

# Em Maio, deixa a mosca o boi e toma o asno.

# Em Maio nem à porta de casa saio.


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domingo, 7 de junho de 2009

Joaquim Pessoa




Não vou por-te flores de laranjeira na cabeça



Não vou pôr-te flores de laranjeira no cabelo

nem fazer explodir a madrugada nos teus olhos.

Eu quero apenas amar-te lentamente

como se todo o tempo fosse nosso


como se todo o tempo fosse pouco

como se nem sequer houvesse tempo.


Soltar os teus seios.


Despir as tuas ancas.


Apunhalar de amor o teu ventre.

Joaquim Pessoa

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Poema - Fernando Pessoa

Hoje vou colocar este Poema de Fernando Pessoa
que me foi enviado por Mail.


Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sol se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.

Talvez palmares inexistentes,
Aléias longínquas sem poder ser.
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.

Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.

Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.

Fernando Pessoa
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

CITAÇÕES


# Não é o que oferecemos, mas o modo pelo qual oferecemos,

que determina o valor do presente(Jack Welch)

# Todos nós devemos ser coerentes com o nosso próprio

discurso.(Jack Welch)

# Experiência não é o que acontece com um homem; é o que

um homem faz com o que lhe acontece,(Aldous Huxley)

# Que as pessoas saibam falar, calar e acima de tudo

ouvir(Miriam Santos)

# O lider faz aquilo que é certo e não aquilo

que éconveniente (Bernardinho)

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domingo, 31 de maio de 2009

Joaquim Pessoa - Perguntas





OS DIAS DA SERPENTE



Perguntas

Onde estavas tu quando fiz vinte anos

E tinha uma boca de anjo pálido?

Em que sítio estavas quando o Che foi estampado

Nas camisolas das teen-agers de todos os estados da América?

Em que covil ou gruta esconderam as suas armas

Para com elas fazer posters cinzeiros e emblemas?

Onde te encontravas quando lançaram mão a isto?

E atrás de quê te ocultavas quando

Mataram Luther King para justificar sei lá que agressões

Ao mesmo tempo que víamos Música no Coração

Mastigando chiclets numa matinée do cinema Condes?

Por onde andavas que não viste os corações brancos

Retalhados na Coreia e no Vietnam

Nem ouviste nenhuma das canções de Bob Dylon

Virando também as costas quando arrasaram Wiriammu

E enterraram vivas

Mulheres e crianças em nome

De uma pátria una e indivisível?

Que caminho escolheram os teus passos no momento em que

Foram enforcados os guerrilheiros negros da África do Sul

Ou Alende terminou o seu último discurso?

Ainda estavas presente quando Victor Jara

Pronunciou as últimas palavras?

E nem uma vez por acaso assististe

Às chacinas do Esquadrão da Morte?

Fugiste de Dachau e Estalinegrado?

Não puseste os pés em Auschwitz?

Que diabo andaste a fazer o tempo todo

Que ninguém te encontrou em lugar algum.

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