
Não vou por-te flores de laranjeira na cabeça
Não vou pôr-te flores de laranjeira no cabelo
nem fazer explodir a madrugada nos teus olhos.
Eu quero apenas amar-te lentamente
como se todo o tempo fosse nosso
como se todo o tempo fosse pouco
como se nem sequer houvesse tempo.
Soltar os teus seios.
Despir as tuas ancas.
Apunhalar de amor o teu ventre.
Joaquim Pessoa
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3 comentários:
Bom Dia!
Ñ cansa ler,sentir,sonhar,com os
poemas de Joaquim Pessoa.
Parabéns pela escolha.
Beijo.
isa.
Amor descomprometido!...
Na verdade o Amor, quando fazendo parte de um admirável corpo de mulher, talvez não mereça a obrigação do compromisso!... Será o Amor um símbolo qualquer de Liberdade?!... Talvez não; talvez seja um compromisso com cada um de si para consigo mesmo, servindo para uma partida de conquista dos corpos admiráveis onde pares de fartos seios e uma admiráveis cochas bem torneadas... saberão a troféu... descomprometido!...
Admiravelmente, há quem acabe descalço por não ter quem lhe aperte os sapatos que não consegue alcançar lá do alto de sua solidão... final!
Escolha entre... beijos e abraços
Joaquim Pessoa. Ele próprio do lado de dentro da poesia. Eu gosto das palavras dele e da sua forma de fazer poemas com elas.
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