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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Proverbios

Foto (Carnaval de Torres)
A Brincar é que as coisas se dizem
A Brincar se dizem muitas verdades
A brincar a brincar, com a verdade me enganas
Brincar com o fogo, é jogo perigoso
A brincar a brincar, vai o macaco à banana
A brincar a brincar, é que o macaco fez um filho à mãe.
Bricando brincando, se vai pegando.


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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Provérbios

#Morrer por morrer, morra o meu pai que é mais velho.
#Morreu o bicho, acabou a peçonha.
#Morte de lobo, saúde de rebanho.
#Morte certa, hora incerta.
#Morte com honra, desassombra.
#Morra Marta, morra farta.
#Muita gente junta não se salva.
#Muita parra e pouca uva.
#Muitas filhas em casa, tudo se abrasa.
#Mudam os tempos, mudam os pensamentos.

#Mudam os ventos mudam os tempos.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Provérbios

W-Homem velho e mulher nova, filhos até à cova.
W-Homem velho e mulher nova, corno ou cova.
W-Honra e proveito, não cabem em saco estreito.
W-Honra e proveito, não fazem jeito.
W-Horta sem água, casa sem telhado,marido sem cuidado, de graça é caro.
W-Hóspede em casa, é dia santo.
W-Hóspede e pescada, aos três dias enfada.
W-Hóspede que jejua e não ceia, bem vindo seja.
W-Guerra começada, só Deus sabe quando acabada.
W-Guimarães, a cada porta sete cães.

wwwwwwwwwwww

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Provérbios

* Do mar se tira o sal e da mulher muito mal.
*Do peixe a pescada, da ave a perdiz da carne a vitela.

*Doença bem tratada, poucas vezes é demorada.
*Do mal guardado, come o gato.

*Do homem assinalado, sê desconfiado: Deus
o assinalou algum defeito lhe achou.
*Do adulador, quanto mais longe melhor.
*Ganha fama e põe-te a dormir.

*Ganha e poupa na mocidade, para teres na velhice.
*Ganha boa fama e deita-te a dormir.

*Ganhai o que souberes e poupai o que puderes.

*Ganhar o pão, com o suor do seu rosto.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Viagens na Nossa Terra

VALE DE SANTARÉM



Almeida Garret

O Vale de Santarém é um destes lugares privilegiados pela natureza,
sítios amenos e deleitosos em que as plantas, o ar, a situação,
tudo está numa harmonia perfeita: não há ali nada grandioso nem
sublime, mas há uma como simetria de cores, de sons,
de disposição em tudo quanto se vê e se sente, que não parece senão
que a paz, a saúde, o sossego do espírito e o repouso do coração
devem viver ali. As paixões más, os pensamentos mesquinhos,
os pesares e as vilezas da vida não podem senão fugir para longe.
Imagina-se por aqui o Éden que o primeiro homem habitou com a sua
inocência e com a virgindade do seu coração.
À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta
quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade.
A faia, o freixo, o àlamo entrelaçam os ramos amigos;
a madressilva, a musqueta penduram de um a outro suas grinaldas
e festões; a congosa, os fetos, a malva-rosa do valado
vestem alcatifam o chão. (...)
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Poetas da Nossa Terra


Quantas vezes, Amor, me tens ferido?


Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes,Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.

Bocage

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Viagens na Nossa Terra



MODA ALENTEJANA
(Para os cantadores de Montes Velhos)

A ribeira do Xacafre
Vai rasa dos meus cuidados:
No escuro das águas tristes,
Há laivos ensanguentados...

Ó meus olhos, ó meus olhos,
- Noite e dia - que estais vendo?
A ribeira do Xacafre,
Da minha alma discorrendo!

Na ribeira do Xacafre,
Uma voz suspira fundo:
A voz da minha saudade,
A despedir-se do mundo!

Aldeia de Montes Velhos,
Não posso querer-te mais:
És a luz do sol-nascente,
Abrindo, em flor, nos meus ais!

Aldeia de Montes Velhos
És sempre luz de Alvorada
És sempre rosa de altar
Da chama de uma queimada!

Eu hei-de florir na urze,
Arder no vento suão,
Lá, na Charneca das Naves,
- Mar alto da Solidão!
Beja
Terra de Mário Brandão


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Viagens na Nossa Terra

T E J O
(Foto da Net)


Luís de Camões

(ou Francisco Rodrigues Lobo)

Famoso Tejo meu quão semelhante
te vejo e vi me vês agora e viste
turvo te vejo a ti tu a mim triste
claro te vi eu já tu a mim contente!

A ti foi-te trocando a grossa enchente
a quem teu largo campo não resiste
a mim trocou-me a vida em que consiste
meu viver contente ou descontente.

Já que somos no mal participantes
sejamo-lo no bem ah! quem me dera
que fôssemos em tudo semelhantes!

Lá virão então a fresca Primavera
tu tornarás a ser quem eras dantes
eu não sei se serei quem dantes era.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Viagens na Nossa Terra


ESTREMADURA





Estre

ma

dura



Cesário Verde

Meu Amigo (...) Talvez tu não conheças a Estremadura. Todo este bocado de terra,

quase uma península, que fica entre o Atlântico e o Tejo, é magnifico em

irregularidades montanhosas, em diversidade de culturas. Montes tão agrestes

mais cultivados não há! Como me deu saúde, cor, peito, ombros largos, andar um

dia inteiro na carreta dum almocreve que dorme, enquanto as mulas puxam


pessimamente para fora, graciosas e rijas, de ferro, com as grandes orelhas,
e as

enormes coelheiras brancas, cheias de serradura, no pescoço!
Como me deu

alegria serena e fecunda, e uma larga compreensão deste povo
forte, pacífico e

incansável, vir na falua, à bolina, carregada de cevada para a
Companhia de

Carruagens Lisbonenses, enquanto o arrais segurava a escota e a
tripulação comia

a caldeirada, em roda, com colheres de pau!
Além disso, pelo país dentro, este

ano a fruta abundava formidavelmente,
esperdiçava-se até. As macieiras,

carregadas, pousavam a extremidade dos ramos
no chão, e, na copa, o dorso

redondo, lembravam enormes lagostas verdes
de inumeráveis pernas em meio

dos vinhedos que se sucedem contínuos.
As searas de trigo, o que eu vira até

então, umas mais escuras, outras mais claras,
por causa das sementeiras que se

fazem umas mais cedo que outras, no tom
divergem muito das vinhas. Nestas,

léguas e léguas, o verde é igual, monótono,
fatigante, porque a parra rebenta toda

ao mesmo tempo.
Tudo vasto, grandioso, brutal! (...).)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

É o meu sentir....


Que a Paz volte ao Mundo....que não sejam só Palavras.
Um 2010 com muita Saúde, Paz, Esperança
e que os Amigos aumentem, pois são o que tenho.