
*Em Abril QUEIJOS MIL e em Maio três ou quatro.
*Em Abril queima a velha o carro e o carril
e uma camba que deixou, em Maio a queimou.
*A erva Maio a dá, Maio a leva.
*Decrua de Maio e estravessa de S. João
parecem bem, mas não dão pão.
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Tua pele tem um quê que não consigo
saber por que me deixa tão excitado.
Encostar-me a ti é sempre um perigo,
pior ainda se estiver deitado.
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Saltam faíscas, raios e coriscos
numa atmosfera cheia de gemidos
e corremos, por isso, sérios riscos
de ficarmos chamuscados, derretidos
*
por tão embriagante alta-voltagem,
que em vez de meter medo dá coragem
para tentar um outro big-bangue.
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E se meter em ti o meu rastilho,
então aí, amor, há mais sarilho
e explode tudo, tudo, até o sangue.
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poema décimo sétimo dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa