| SO-NETO JORGE, Luiza |
A silabar que o poema é estulto o amado abre os dentes e eu deslizo; sismos,orgasmos tremem-lhe no olhar enquanto eu, quase a rimar, exulto. Conheço toda a terra só de amar: sem nós e sem desvãos, um corpo liso. Tenho o mênstruo escondido num reduto onde teoricamente chega o mar. Nos desertos-íntimos, insuspeitos- já caem com a calma as avestruzes -ou a distância, com os oásis, finda; à medida que nos arcaicos leitos se vão molhando vozes e alcatruzes ao descerem ao fundo pego, e à vinda. Luiza Neto Jorge O Amor e o Ócio Poesia |
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Poetas da Nossa Terra
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