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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poetas da Nossa Terra





No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada -
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...


No comboio descendente
Vinham todos à janela,
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela -
No comboio descendente 
Da Cruz Quebrada a Palmela...


 No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão... 

- Fernando Pessoa 


8 comentários:

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

O eterno Fernando Pessoa...lindo este poema.
Vai estrear um filme sobre a vida dele...e tenho a baba a correr (risos),quem faz de Pessoa é o meu filho.

Deixo um beijinho
Sonhadora

Isamar disse...

Lindo poema de um dos Grandes poetas portugueses.Estes versos têm vida e transmitem-nos, com a sua melodia, vontade de entrar no "comboio descendente" contagiados pela alegria que dimana do poema.

Bem-hajas!

Beijinhos

Mara disse...

Boa tarde meu querido!
Conhecia muitos poemas de Fernando pessoa, mas esse eu não conhecia.
Acredito que todos nós façamos parte desse "comboio descendente".
Beijo e bom final de tarde.
Com carinho,
Mara

Fanzine Episódio Cultural disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Albertina Granja disse...

No combóio descendente,
Vão alguns tristes e outros não...
falam por tudo e por nada
Vê-se logo que são de Olhão....

Parabéns Andrade....
Lindo poema este do nosso querido Fernando Pessoa...!!!!!

Alma Mateos Taborda disse...

Precioso poema de un exquisito de las letras. Muy bello. Un abrazo.

Alma Mateos Taborda disse...

Precioso poema de un exquisito de las letras. Muy bello. Un abrazo.

Tais Luso disse...

Você postou o que há de melhor: o grande Fernando pessoa, sempre lindo. Uma escolha e tanto. Aplausos.

Beijo
Tais luso