GOZO
Desvia o mar a rota
do calor
e cede a areia ao peso

desta rocha
Que ao corpo grosso
do sol
do meu corpo
abro-lhe baixo a fenda de uma porta
e logo o ventre se curva
e adormece
e logo as mãos se fecham
e encaminham
e logo a boca rasga
e entontece
nos meus flancos
a faca e a frescura
daquilo que se abre e desfalece
enquanto tece o espasmo o seu disfarce
e uso do gozo
a sua melhor parte
Maria Teresa Horta
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5 comentários:
Meu amigo
Lindo poema, como sempre escolha muito bem, adorei.
Beijinhos
Sonhadora
Boa tarde José1
Gosto muito das poesias de Maria teresa Horta.
Parabéns pela escolha.
Bjs
M.Tereza Horta traduz tão bem esta vida, um mar certo demais
em torno desta pedra:
em que a solidão inventa um tempo
além da divisão de horas e cansaços.
Gostei imenso!
Um beijo
Olá
Não conhecia este poema e gostei muito.
Obrigado por compartilhar.
Abraço
Assisti deliciada a uma entrevista
com esta escritora,há dias.
E hoje encontro um poema muito bom e que ñ conhecia...
Beijo.
isa.
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