
A Arte de Ser Amada Eu sou líquida mas recolhida no íntimo estanho de uma jarra e em tua boca um clavicórdio quer recordar-me que sou ária aérea vária porém sentada perfil que os flamingos voaram. Pelos canteiros eu conto os gerânios de uns tantos anos que nos separam. Teu amor de planta submarina procura um húmido lugar. Sabiamente preencho a piscina que te dê o hábito de afogar. Do que não viste a minha idade te inquieta como a ciência do mundo ser muito velho três vezes por mim rodeado sem saber da tua existência. Pensas-me a ilha e me sitias de violinos por todos os lados e em tua pele o que eu respiro é um ar de frutos sossegados. Natália Correia, in "O Vinho e a Lira" |
4 comentários:
Meu amigo
Lindo este poema de Natália Correia...uma grande poetiza.
Beijinhos
Sonhadora
Linda homenagem a uma grande poetisa. Não conhecia o poema mas adorei. Beijo meu
*
O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.
É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.
,
in-natália correia,
,
um abraço,
,
*
*
Que se passou comigo?
Deixei passar tanta coisa bela no teu blog,Amigo.
Desculpa.
Os Poetas,esses,entendem-me...
Beijo.
isa.
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