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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Soneto de Joaquim Pessoa






Alguém ousou criticar o Joaquim, pelo




'servilismo dos seus versos'





Teve a devida resposta.

Isto é;Joaquim Pessoa








Faço o que faço. E tenho o que mereço.


Verbo de pedra. Canto que é de aço.


Teias de aranha em verso não teço.


Punhetas literárias não as faço.





Sirvo quem sirvo. E disso não me esqueço.


Nunca serviu quem serve de palhaço!


Faço o que faço. E tenho o que mereço.


Esta luta constrói-se braço a braço.





Escrevo o que escrevo. Glórias não as peço.


Se um cálice levanto.......é de bagaço.


Canto o meu povo. Um povo que eu conheço.





Cantar é ganhar tempo. E ganhar espaço.


Se parar sei que morro ou enlouqueço.


O canto é uma bala. Ou um abraço.


2 comentários:

Unknown disse...

...excelente soneto
...um dia, aqui há uns anos, conheci pessoalmente o Joaquim Pessoa; foi um prazer, depois, conhecer a sua obra

Paula Raposo disse...

E este poema é fabuloso!!!