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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Poetas da Nossa Terra



O poema

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão

Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

Livro Sexto (1962)
Sophia de Mello Breyner
+++++++++

7 comentários:

Isa disse...

O Passado feliz, um dos temas fortes da poesia Desta grande Poera!
Beijo.
isa.

gota de vidro disse...

Sempre fantásticos e envolventes os poemas da Sophia.

Ela morreu mas os poemas ficaram,.....

Bjito da Gota

poetaeusou . . . disse...

*
Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça
,
in-sophia,
,
saudações,
,
*

Maria Ribeiro disse...

Obrigada, Andradarte, por continuar a insistir nos poetas portugueses ,que são do que há de melhor!Adoro SOPHIA!
BEIJO AMIGO DE
LUSIBERO

rosa-branca disse...

Olá meu amigo, nem tudo a morte consegue levar. Esta é a prova disso. Fantásticamente belo. Obrigado pela visitinha sempre carinhosa. Beijo meu

Sandra disse...

Realmente, amigo.
O poema e o poeta nos transportam a essa magia.
Um grande abraço,
Sandra

Sandra disse...

OBRIGADA PELO SEU CARINHO.
RETRIBUO A SUA VISITA.
TEM UM CHOCOLATE COM FLORES EM MEUS MIMOS, http://sandraandrade7.blogspot.com

PASSE POR LÁ.
PARA VOCÊ!!!

AMIZADE

Não se poderia conceber a amizade se ela não fosse presidida pelo ternário simpatia-confiança-respeito, indispensável para nutrir o sentir que a constitui.

É pelo signo da amizade que se unem os homens, os povos e as raças, e é sob seus auspícios que há de haver paz na Terra.
Da Sabedoria Logosófica.

Carinhosamente,
Sandra