Seguidores

terça-feira, 17 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra




ANIVERSÁRIO
Sentei-me com um copo em restos de
champanhe a olhar o nada.
Entre crianças e adultos sérios
tive trinta em casa.
 
Será comovedor os quatro anos
e a festa colorida,
as velas mal sopradas entre um rissol
no chão e os parabéns:
quatro anos de vida.
 
Serão comovedores os sumos de
laranja concentrados (proporções
por defeito) e os gostos tão
diversos, o bolo de ananás,
os pés inchados.
 
Será soberbamente comovente
toda a gente cantando,
o mau comportamento dos adultos
conversas-gelatinas e os anos
só pretexto.
ANA LUÍSA AMARAL , Minha Senhora de Quê,

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra





Aqui cantaste nua.
Aqui bebeste a planicie, a lua,
e ao vento deste os olhos a beber.
Aqui abandonaste as mãos
a tudo o que não chega a acontecer.

Aqui vieram bailar as estações
e com elas tu bailaste.
Aqui mordeste os seios por abrir,
fechaste o corpo à sede das searas
e no lume de ti própria te queimaste.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra



MINIBIOGRAFIA


Não me quero com o tempo nem com a moda
Olho como um deus para tudo de alto
Mas zás! do motor corpo o mau ressalto
Me faz a todo o passo errar a coda.

Porque envelheço, adoeço, esqueço
Quanto a vida é gesto e amor é foda;
Diferente me concebo e só do avesso
O formato mulher se me acomoda

E se nave vier do fundo espaço
Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo:
Logo me leve, subirei sem medo
À cena do mais árduo e do mais escasso.

Um poema deixo, ao retardador:
Meia palavra a bom entendedor.



Luiza Neto Jorge
poèmes
Par le Feu

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra


Uma Boa e Santa Páscoa para todos




Deve ser o último tempo


Deve ser o último tempo
A chuva definitiva sobre o último animal nos pastos
O cadáver onde a aranha decide o círculo.
Deve ser o último degrau na escada de Jacob
E último sonho nele
Deve ser-lhe a última dor no quadril.
Deve ser o mendigo à minha porta
E a casa posta à venda.
Devo ser o chão que me recebe
E a árvore que me planta.
Em silêncio e devagar no escuro
Deve ser a véspera.Devo ser o sal
Voltado para trás.
Ou a pergunta na hora de partir.



Daniel Faria
de Explicação das Árvores e de Outros Animais
1998

domingo, 1 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra


Como na o amor desaparece


Como na o amor desaparece
carne mansa do mar na doce arena
a boca que retinha
da coragem alegre o tempo firme
e mais na seca areia que
o amor fundamente perdida
e mais no mar amargo que
os ardores separados e vivos do amor
decomposta mais nesta praia viva me comove
a doçura do sol as secas águas
que a própria do amor escassa boca
da morte requerida porque mais
que a boca do amor morre no mar
a vida reprimida

in «Poemas Reunidos», Escassez,

quarta-feira, 28 de março de 2012

Parque dos Poetas -- Oeiras


(Recebido por Email)

*****************************

sábado, 24 de março de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Email)

********************************

terça-feira, 20 de março de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Email)

****************************

sexta-feira, 16 de março de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Email)

***************************

segunda-feira, 12 de março de 2012

Parque dos Poetas - Oeiras


(Recebido por Email)

********************************