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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra




DORME MEU AMOR

Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos

agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.

M.R.Pedreira

 

5 comentários:

Mara disse...

Boa tarde, meu querido!
Belíssimo poema desta poetisa portuguesa que eu tanto admiro.
Beijo e ótima semana pra ti.
com carinho,
Mara

Albertina Granja disse...

Andrade,
É mais um belo poema, apesar de um pouco arreopiante..
Mas gostei...
Tenha um óptimo feriado

isa disse...

Um belo Poema,na verdade!
Como ter medo,nos braços da pessoa
amada?!
Beijo.
isa.

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

As suas escolhas são sempre maravilhosas...este poema é lindo.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Maria disse...

Meu amigo lindo poema.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria