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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poetas da Nossa Terra



Este Inferno de Amar
Este inferno de amar — como eu amo! —
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida — e que a vida destrói —
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?




Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... — foi um sonho —
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?



Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? — Não sei;
Mas nessa hora a viver comecei...



Almeida Garrett

11 comentários:

Castanheira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Albertina Granja disse...

Garrett tinha razão....
Começa-se a viver, quando se começa a amar, de verdade....
Lindo poema este.
Parabéns Andrade pela escolha.

isa disse...

Um dos belos Poemas de Garrett.
A força do Amor.
A palavra inspirada!
Beijo.
isa.

Teresinha Oliveira disse...

:•) Com esse poema de Garrett você não me surpreendeu. Conheço-o desde menina, nas aulas de Literatura Portuguesa. Bom relê-lo após tantos anos. Calma...Não foram tantos anos assim :•)

Solange disse...

lindo....lindo!!

bjs.Sol

piedadevieira disse...

Genial!
Obrigda pelo carinho.
Beijos

Catia Bosso disse...

Um romantismo sofrido e tipicamente delicioso...

Bom ler vcs!

Meias de Seda (Suzy) disse...

Que poema lindo! Não conhecia!
Bom fim de semana ;)

Mara disse...

Oi Zé!
Almeida Garret é sempre bem vindo, gosto muito desse poema escolhido por ti.
Desejo-te um ótimo final de semana.
Beijos,
Mara

Isamar disse...

O amor move montanhas.Quem afinal não gosta de amar e ser amado? Tema inesgotável dos poetas de qualquer século começando com a poesia trovadoresca.Este poema de Garrett é lindíssimo e não se esperava outra coisa de um expoente máximo do período do romantismo como foi este poeta.
Sou apaixonada pela sua obra poética embora também goste da sua obra em prosa. Quem não terá lido " Viagens na Minha Terra" com a célebre Joaninha e o Vale de Santarém ou "Frei Luís de Sousa" em que se salientam os papéis de Maria e do Romeiro?
Bem-hajas pelas gratas recordações que me trazes.
Ainda no âmbito da poesia quero salientar o seu poema " Pescador da Barca Bela" , talvez o mais conhecido, o mais lido e de uma beleza muito grande.

Beijinhos

Sonhadora disse...

Meu amigo

Simplesmente maravilhosa esta escolha, um poema que toca a alma dos sonhadores.

Beijinho
Sonhadora