quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poetas da Nossa Terra









Soneto de Amor


Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce! 

José Régio
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2 comentários:

  1. Bom dia.
    Um dos Poemas de Régio de que tanto gosto.
    Não será dos mais conhecidos,mas é dos mais belos.
    Beijo.
    isa.

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  2. Esta é a outra face de José Régio.....!!!!
    É o seu lado romântico....!!!
    É um belo poema...

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