terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Poetas da Nossa Terra







Quem morre de tempo certo



Morrer de Amor é Assim
ao cabo de um certo tempo
é a rosa do deserto
que tem raízes no vento.

Qual a medida de um verso
que fale do meu amor?
Não me chega o universo
porque o meu verso é maior.

Morrer de amor é assim
como uma causa perdida.
Eu sei, e falo por mim,
vou morrer cheio de vida.

Digo-te adeus, vou-me embora,
que os versos que eu te escrever
nunca os lerás, sei agora
que nunca aprendeste a ler.

Neste dia que se enquadra
no tempo que vai passar,
termino mais esta quadra
feita ao gosto popular.


Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

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6 comentários:

  1. Meu querido amigo

    Mais uma bela escolha...Um poeta que adoro ler.


    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  2. Leio sempre com mt carinho este grande Poeta.
    Uma excelente escolha.
    Beijo.
    isa.

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  3. Joaquim Pessoa tem poemas lindos e este é mais um.....
    "Muito ao jeito popular" como ele diz, mas muito bonito....!!!!
    Parabéns pela escolha.....

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  4. Olá amigo!
    Parabéns pela escolha belo poema de Joaquim Pessoa...Gostei!!!
    Abraço,
    Lourenço

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  5. Bela poesia.
    Amor e poesia de fato
    se misturam.
    Gosto desta mistura...
    E adorei que tenhas gostado
    da minha poesia.
    É que faço com muito amor.
    abraço

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  6. Eis um dos meus poetas preferidos: Joaquim Pessoa. Tudo o que ele escreve vem ao encontro da nossa sensibilidade.

    Abraço

    Olinda

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