segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Poetas da Nossa Terra


No meu ventre de mulher cresceu teu feto

e foi a minha boca que te deu palavras

e silêncios para tu gritares

Dos meus braços multipliquei teus braços

e dei distâncias para tu voares

Dei-te tempos-de-nada

medidos de coragem

E foste. E és.

6 comentários:

  1. Às vezes sinto-me como o sujeito poético...
    Beijo.
    isa.

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  2. Que belo poema.....!!!!
    As mães dão tudo isto e muito mais....
    Gostei...

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  3. em tão poucas palavras, esta mulher desenrolou um ciclo de 9 meses...
    não se limitou a escrever, ela veio com as suas próprias palavras
    aliás, basta olhá-la para se perceber a força que a move
    adorei conhecê-la!

    aprendo muita "coisa" por aqui :)
    excelentes as tuas partilhas, em qualquer dos blogs.

    beijo.

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  4. Meu querido amigo

    Um poeta muito forte e belo, adoro as suas escolhas.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  5. 'Nasci-te'! Interessante como a autora utiliza este verbo. E faz todo o sentido na lógica deste seu poema, feito de de amor e abnegação.

    Obrigada, Andradarte.

    Abraço

    Olinda

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