Pérola solta
Sem que eu a esperasse,
Rolou aquela lágrima
No frio e na aridez da minha face.
Rolou devagarinho...,
Até à minha boca abriu caminho.
Sede! o que eu tenho é sede!
Recolhi-a nos lábios e bebi-a.
Como numa parede
Rejuvenesce a flor que a manhã orvalhou,
Na boca me cantou,
Breve como essa lágrima,
Esta breve elegia.
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José Régio, Filho do Homem

José Régio...!!!
ResponderEliminarOs seus poemas são "poderosos"..!!!
E este é bem o exemplo disso...
Albertina Granja
ResponderEliminarConheço pouco este poeta,
Mas este que li é lindo!
Abraço Célia Sousa
Hoje ando por aqui, lendo e conhecendo os poetas da tua terra.Alguns conheço; outros não.
ResponderEliminarEstou adorando...
beijos!