| Joaquim Pessoa |
Ícaro
A minha Dor, vesti-a de brocado,
Fi-la cantar um choro em melopeia,
Ergui-lhe um trono de oiro imaculado,
Ajoelhei de mãos postas e adorei-a.
Por longo tempo, assim fiquei prostrado,
Moendo os joelhos sobre lodo e areia.
E as multidões desceram do povoado,
Que a minha dor cantava de sereia...
Depois, ruflaram alto asas de agoiro!
Um silêncio gelou em derredor...
E eu levantei a face, a tremer todo:
Jesus! ruíra em cinza o trono de oiro!
E, misérrima e nua, a minha Dor
Ajoelhara a meu lado sobre o lodo.
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Poema doloroso,mas mt belo,como os
ResponderEliminarde Joaquim Pessoa.
BFS.
Beijo.
isa.
Gosto muito dos poemas de Joaquim Pessoa, apesar de muito sofredores, como este....!!!
ResponderEliminarMas é um belo POema...!!!
Bom fim de semana
Albertina Granja
a dor esta quase sempre presente em nossa vida, mas é sábio despedimos-nos dela e como a ave Fénix renascermos das cinzas
ResponderEliminarbeijos
Muito bom ler Joaquim Pessoa e lembrei-me da primeira vez que entrei em contato com um poema dele...foi aqui nesse espaço, que eu tanto admiro.
ResponderEliminarBeijo
Meu querido amigo
ResponderEliminarAdoro Joaquim Pessoa e este poema é lindo e triste ao mesmo tempo.
Um beijinho com carinho
Sonhadora