No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha
Eugenio de Andrade

Belíssimo,com aquele toque de sensualidade de que tanto gosto.
ResponderEliminarBeijo.
isa.
Meu querido amigo
ResponderEliminarMais um lindo poema...adorei.
Um beijinho
Sonhadora
Boa noite, Zé!
ResponderEliminarMais um belo e sensual poema de Eugénio de Andrade.
Gosto das tuas escolhas.
Beijo e o meu carinho.
Mara