domingo, 27 de novembro de 2011

Poetas da Nossa Terra



 
No teu peito 
é que o pólen do fogo 
se junta à nascente, 
alastra na sombra. 
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre. 
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio. 
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha

Eugenio de Andrade 

3 comentários:

  1. Belíssimo,com aquele toque de sensualidade de que tanto gosto.
    Beijo.
    isa.

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  2. Meu querido amigo

    Mais um lindo poema...adorei.

    Um beijinho
    Sonhadora

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  3. Boa noite, Zé!
    Mais um belo e sensual poema de Eugénio de Andrade.
    Gosto das tuas escolhas.
    Beijo e o meu carinho.
    Mara

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