quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Poetas da Nossa Terra



Deixa a mão
caminhar
perder o alento
até onde se não respira.
Deixa a mão
errar
sobre a cintura
apenas conivente
com nácar da língua.
Só um grito desde o chão
pode fulminá-la.
A morte
não é um segredo
não é em nós um jardim de areia.
De noite
no silêncio baço dos espelhos
um homem
pode trazer a morte pela mão.
Vou ensinar-te como se reconhece
repara
é ainda um rapaz
não acaba de crescer
nos ombros
a luz
desatada
a fulva
lucidez dos flancos.
A boca sobre a boca nevava.

10 comentários:

  1. a escolha dos poemas que leio aqui, é absurdamente magnífica..

    bjs.Sol

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  2. Erotismo, sensualidade, paixão, amor...caracterizam muitos dos poemas de Eugénio de Andrade que o tornam num dos poetas contemporâneos mais lido,conhecido e admirado.

    Muito boa, esta partilha.

    Bem-hajas, amigo!

    Beijinho

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  3. Inesgotável a obra poética de Eugénio de Andrade...!!!!!
    Quando pensamos que já não há mais.....vem o Andrade e surpreende-nos com mais um belo poema deste tão admirado poeta português.....
    Este,é mais um que eu não conhecia......!!!!
    Obrigada Andrade.
    Tenha um bom dia de S. Martinho e um óptimo fim de semana.

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  4. ...eroticamente lindooooooooo!

    bjs, alma linda!

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  5. Boa tarde Zé......
    Deixa amão caminhar....ela sabe o caminho.
    Beijo e bom final de semana.
    Mara

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  6. ♡°
    º✿
    º° ♥✿

    Bom fim de semana!
    Beijinhos.
    Brasil
    ♥♡

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  7. Meu querido amigo

    Sempre um belo poema que encontro aqui...sempre escolhas muito boas.

    Deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  8. Un encanto leer a este insigne poeta. Gracias por compartirlo. Un abrazo.

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