Praia das Conchas
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Tem um monstro em si suspenso.

Como sabes,tenho uma admiração especial por Sophia. Conheço bem a sua obra e até estou a ler, neste momento, uma obra sua " Contos Exemplares". Este poema, juntamente com alguns outros, sei-o de cor. Gosto muito do mar, tal a autora, que passava férias em Lagos e o mar, como tudo na vida, tem duas faces, a dor e a alegria, e todo o cuidado é pouco. " Por mais bela que seja cada coisa Tem um monstro em si suspenso."
ResponderEliminarBem-hajas, amigo!
Beijinho
Boa tarde meu querido!
ResponderEliminarTambém gosto muito dos poemas de Sophia Andresen, este é lindo!
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.Mundo silencioso que não ...
Parabéns pela escolha.
Com carinho,
Mara
Gosto muito dos poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen.., todos para mim têm um encanto especial e não me canso, nunca, de os ler....
ResponderEliminarMuito obrigada Andrade por mais esta oportunidade
Meu querido amigo
ResponderEliminarUm poema maravilhoso este de Sophia,que adoro ler e este é particularmente belo.
Deixo um beijinho
Sonhadora
Amigo mio.La poesia és el alimento de nuestro espíritu.
ResponderEliminarGracias por tus comentário a mi foto
Abrazos