Cesário Verde
De tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
O que eu gosto deste Poema!
ResponderEliminarLINDO!!
Quando o leio,sinto-me a descer "do burrico",arregaçando a saia,sei lá,
como que fazendo parte desse maravilhoso quadro!
Beijo.
isa.
Há quanto tempo que eu não lia Cesário Verde?????
ResponderEliminarTanto, tanto que já nem me lembro.....
Mas adoro este poema e gosto muito de Cesário Verde
Obrigada Andrade....
Boas Férias
Mais um poeta da nossa terra,belo poema de Cesário Verde,Gostei!!!
ResponderEliminarAbraço
Lourenço
Boa noite, meu querido!
ResponderEliminarGosto muito dos poemas de Cesário Verde.Esse é mais entre tantos belíssimos que ele escreveu.
Beijo,
Mara
Meu querido amigo
ResponderEliminarEste poema de Cesário Verde é lindissimo, adorei e deixo um beijinho.
Sonhadora
Um gënio com as palavras...
ResponderEliminarBeijo Lisette.
°º✿
ResponderEliminarº° ✿✿♥ ° ·.
MUITO BONITo!
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º° ✿✿♥ ° ·.
Bom fim de semana!
Beijinhos.
Brasil
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