| Ó Grande Alma trágica e sombria!
Quando hás-de enfim, na campa repousar?
Após a luta persistente e fria,
Ah, quanto é bom morrer... dormir... sonhar...
Estrebuchas nas ânsias da agonia,
Há mil e tantos séculos, ó Mar!
E nunca cessas de lutar, um dia,
E nunca morres, Alma singular!
Mas, ao chegar teu último momento,
Quando zurzir nos ares a metralha
Da tua alma desfraldada ao vento:
Envolto nessa líquida mortalha,
Tu cairás prostrado, sem alento,
Como um guerreiro ao fim d'uma batalha! |
Um poema que ilustra o desalento do Portugal hoje.
ResponderEliminarBoa noite,meu amigo.
Beijo.
isa.
Foi bom recordar ANTÓNIO NOBRE....
ResponderEliminarHá muito que não lia nada dele...
Gostei de recordar.
Parabéns Andrade.
Meu amigo
ResponderEliminarComo sempre belos poemas...muita sensibilidade nas suas escolhas, adoro António Nobre.
Beijinho
Sonhadora
Mais um poeta que deixa transparecer nos seus poemas o seu, quase permanente, estado de alma e daí a coexistência entre o poeta e o sujeito poético.Desencantado com o mundo, com a vida, com as injustiças e desequilíbrios, o "Só" de António Nobre dá-nos a ideia do seu desalento.
ResponderEliminarGosto muito da sua obra que, tal como Florbela Espanca, me deixa sempre muito comovida.
Bem-hajas!
Beijinhos
Adoro poesia, ganhaste mais uma fiel seguidora. Lindas postagens!
ResponderEliminarBoa noite, meu querido!
ResponderEliminar"Carta Ao Oceano"...não conhecia e gostei muito.
Tu sempre diversificando na escolha de poetas portugueses.
Parabéns!
Beijos carinhosos,
Mara