Poema Aqueloutro
O dúbio mascarado o mentiroso
Afinal, que passou na vida incógnito
O Rei-lua postiço, o falso atónito;
Bem no fundo o covarde rigoroso.
Em vez de Pajem bobo presunçoso.
Sua Ama de neve asco de um vómito.
Seu ânimo cantado como indómito
Um lacaio invertido e pressuroso.
O sem nervos nem ânsia – o papa- açorda,
(Seu coração talvez movido a corda…)
Apesar de seus berros ao Ideal
O corrido, o raimoso, o desleal
O balofo arrotando Império astral
O mago sem condão, o Esfinge Gorda.
Mário de Sá Carneiro

Querido Zé!
ResponderEliminarEu não conhecia esse poema de Mário de Sá Carneiro.
Gostei.
Beijos meus
Meu querido amigo
ResponderEliminarAdoro Mário de Sá Carneiro.
Quanto ao comentário ao meu poema...apenas meu sonho de Outono.
Beijinhos
Sonhadora
Quanta revolta e amargura neste poema difícil de Mário de Sá Carneiro.
ResponderEliminarMeu Amigo,deixo-te
o
meu
Beijo.
isa.
Olá
ResponderEliminarMário Sá Carneiro não deixa ninguém indiferente.
Com a sua linguagem extrema ele escandaliza, questiona, desafia e agita fantasmas.
A questão é: queremos questionar e agitar fantasmas?
Abraço e parabéns pela escolha
Nunca ouvi falar do poeta, mas senti amargura na escrita e fala como se tivesse uma vida inteira em vão...
ResponderEliminarObrigada pela companhia meu amigo querido e muito boa noite!
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ResponderEliminarUm pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
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in-mario de sá carneiro,
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abraço,
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