
Quando estou só reconheço
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
Meu querido amigo
ResponderEliminarMais um belo poema de Pessoa, adorei, sempre escolhe muito bem.
Beijinhos
Sonhadora
Pessoa sempre!
ResponderEliminarMeu Poeta eleito!
Beijo.
isa.
Ah, Pessoa...
ResponderEliminarPessoa até no nome, que encanta e comove...
"Vou livre para onde vou, mas onde vou nada existe"
A liberdade que ansiamos atingir pode ser só o vazio e nada mais.
Ser livre, porém, "atados" uns nos outros é a liberdade que vale a pena. E queremos soltar as amarras em nome de uma pseudo-liberdade.
Parabéns pela escolha!
Bjo Gde.
Estou a festejar as 23.000 visitas que já tive no blog
ResponderEliminar"Deabrilemdiante", desde o dia 4 de Abril de 2008, há 2 anos e 4 meses.
Por isso, ofereço a todos os que me visitam e aos 62 SEGUIDORES que o blog tem, uma foto minha juntamente com um poema tão belo de PABLO NERUDA.
Também eu posso dizer:
e sinto quanto estou verdadeiramente só!!!
Belo o poema...
Obrigado pela partilha.
Beijinhos.
*
ResponderEliminarsó Pessoa não passa,
fica em nós,
,
abraço,
*
Que dizer de um homem , sim de um homem , pois ele não foi apenas O poeta , que tanto disse e de uma forma inimitável .
ResponderEliminarLê - lo , o mais importante .
Obrigada pela lembrança .
Beijo
Um sonho de poema! Obrigada por
ResponderEliminarcompartilhar!
Carinhos meus a ti... Abraços