segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Poetas da Nossa Terra

GOZO




Desvia o mar a rota
do calor
e cede a areia ao peso
desta rocha
Que ao corpo grosso
do sol
do meu corpo
abro-lhe baixo a fenda de uma porta
e logo o ventre se curva
e adormece
e logo as mãos se fecham
e encaminham
e logo a boca rasga
e entontece
nos meus flancos
a faca e a frescura
daquilo que se abre e desfalece
enquanto tece o espasmo o seu disfarce
e uso do gozo
a sua melhor parte


Maria Teresa Horta

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5 comentários:

  1. Meu amigo
    Lindo poema, como sempre escolha muito bem, adorei.

    Beijinhos
    Sonhadora

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  2. Boa tarde José1
    Gosto muito das poesias de Maria teresa Horta.
    Parabéns pela escolha.
    Bjs

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  3. M.Tereza Horta traduz tão bem esta vida, um mar certo demais
    em torno desta pedra:
    em que a solidão inventa um tempo
    além da divisão de horas e cansaços.

    Gostei imenso!

    Um beijo

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  4. Olá

    Não conhecia este poema e gostei muito.
    Obrigado por compartilhar.

    Abraço

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  5. Assisti deliciada a uma entrevista
    com esta escritora,há dias.
    E hoje encontro um poema muito bom e que ñ conhecia...
    Beijo.
    isa.

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