quarta-feira, 16 de junho de 2010

Poetas da Nossa Terra



Patrícia Taz





NÃO SOBROU NADA




Sob a mesa, migalhas de pão Sobre o chão.
Sobre a mesa, a toalha de uma mesa posta
Para um almoço já comido,
Manchada pelo vinho servido
Ainda há pouco.

Pouco ou nada resta.
Não sobrou nada.
Nem pão, nem tu, nem eu nem vinho.

Está tudo seco, tudo hirto, comezinho.
Sobre ti eu nada digo.
Sob pena de derramar o vinho bebido
Em lágrimas de solidão.
Bate a rebate o sino e
Bate também meu coração.
Tudo ou quase tudo ali ficou.
Não faltou nada.
Nem pão, nem vinho, nem tu, nem eu.
O caminho, esse, é que se perdeu.
Não sobrou nada.
Nem tu, nem eu, nem pão nem nada.



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6 comentários:

  1. Meu amigo
    Como sempre grande sensibilidade na escolha dos poemas...Lindo.

    Sobre ti eu nada digo.
    Sob pena de derramar o vinho bebido
    Em lágrimas de solidão.

    Diz-me tanto.

    Beijinhos
    Sonhadora

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  2. Forte o poema do coração de um Poeta
    que vê ruir tudo à sua volta,sem força ou vontade ou desejo de lutar...
    Beijo.
    isa

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  3. Querido amigo, deixei um selinho no meu cantinho para si está em:

    http://algarve-saibamais.blogspot.com/2010/06/premio-da-amiga-rita.html

    O seu blog é super especial e merece esta pequena atenção. Espero que goste.
    Bjs do tamanho do infinito
    Maria

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  4. *
    não, nada sobrou,
    além da tua escolha,
    parabens,
    ,
    saudações,
    ,
    *

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  5. Hola un poema hermoso.
    Gracias por su visita y sus bellas palabras en mi espacio.

    Un Cordial Saludo desde Creatividad e imaginación fotos de José Ramón

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