O CANTO E AS LÁGRIMAS
Eu já fui alegre. Já cantei o povo.
E forjei as armas na forja do tempo.
Mas cantar de amigo é cantar de novo
e eu trago as palavras caladas cá dentro.
Por isso é difícil quando a gente canta
e este mal alegre nos dói na garganta.
Eu já fui soldado. Fugi. Desertei.
Levei a espingarda por dentro do canto.
Sofri a saudade. Bati-me. Chorei.
Cantei o meu Povo. Depois mudei tanto.
Por isso é difícil quando a gente canta
e este mal alegre nos dói na garganta.
Fui um marinheiro. Fui uma gaivota.
E rasguei as asas nas asas do vento.
E quebrei o leme. Sem vela sem rota
do meu canto alegre ficou um lamento.
Por isso é difícil quando a gente canta
Belo poema de J.Pessoa.
ResponderEliminarDá bem para musicar.Tem um refrão de q. gosto.
Sugere o embalar das ondas.
Boa escolha.
Beijo.
isa.
*****
ResponderEliminarSempre muito bom ler os poemas de seu amigo.
Isa tem razão, este dá mesmo para musicar, de tão belo!
Beijos
*****
...belissimo poema.
ResponderEliminarlindo você!
bj
obrigada pelo endereço
dos PPSs...
Amigo,passei para desejar um bom
ResponderEliminarfim de semana.
Beijo.
isa.
OLA Amigo,
ResponderEliminarpassei para desejar um bom
fim de semana.
ABRAZOS
AH, ADORO LOS PROVERBIOS!
Este foi o primeiro livro de poesia que eu comprei mas não é esta a edição.É da Litexa de 1985!
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