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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Poetas da Nossa Terra




De Passagem



Vinham ao fim do dia,
Talvez chamados pelo brilho
dos dentes, ou das unhas,
ou dos vidros.

Eram de longe.
Do mar traziam
o que é do mar: doçura
e o ardor nos olhos fatigados.

Chegavam, bebiam
a púrpura dos espelhos
e partiam.
Sem declinar o nome 

 - Eugénio de Andrade

3 comentários:

Albertina Granja disse...

Mais uma vez.... "EUGÉNIO DE ANDRADE", que eu adoro...!!!
E sem dúvida alguma que este é mais um belo poema....
Parabéns pela escolha Andrade...

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Mais uma bela escolha, este poema de Eugénio de Andrade, diz tanto nas entrelinhas.

Um beijinho
Sonhadora

Magia da Inês disse...

♡♡♡
Passei para matar a saudade do seu cantinho... e das poesias também.
Boa semana!
Beijinhos do Brasil.
♡♡♡