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terça-feira, 17 de abril de 2012

Poetas da Nossa Terra



 estou escondido na cor amarga do fim da tarde

 sou castanho e verde no
campo onde um pássaro
caiu. sinto a terra e orgulho
por ter enlouquecido. produzo o corpo
por dentro e sou igual ao que
vejo. suspiro e levanto vento nas
folhas e frio e eco. peço às nuvens
para crescer. passe o sol por cima
dos meus olhos no momento em que o
outono segue à roda do meu tronco e, assim
que me sinta queimado, leve-me o
sol as cores e reste apenas o odor
intenso e o suave jeito dos ninhos ao
relento



valter hugo mãe
 

4 comentários:

Solange disse...

...suave jeito dos ninhos ao
relento...

conseguimos sobreviver dentro de nós..

bjs.Sol

Albertina Granja disse...

".....suspiro e levanto vento nas folhas e frio e eco......"

Quando dentro de nós tudo é um tumulto, sentimos muitas vezes necessidade de suspirar dessa forma....., ficamos mais aliviados....!!!!

Mara disse...

Boa noite, meu querido!
Não conhecia esse poema e gostei muito.
Beijo

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Um poema lindíssimo...adoro a poesia dele.

Deixo o meu beijinho com carinho
Sonhadora