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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Poetas da Nossa Terra

 
 
 
 Para Quê Tanta Pressa...
 

O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sêde, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo…
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.


 Jorge de Sena 


4 comentários:

Isamar disse...

A vida é " um ai que mal soa" como diz João de Deus num dos seus poemas. Tão efémera, tão veloz que devemos viver cada momento com paixão, com intensidade, com prazer...

Beijinhos

Bem-hajas!

Ana Tapadas disse...

Jorge de Sena, maravilhoso poeta que o país fez sair ... só regressando morto.


(amigo, é impossível visitar o seu Andradarte, pois o meu antivírus detecta perigo num dos «links» de um blogue - sonhos de Miriam - veja que pode danificar o seu computador e, por favor, informe a autora desse blogue para ela passar o antivírus e curar a virose).



bjs

Mara disse...

Zé querido, boa noite!
...
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.

Lindo!
Beijos,
Mara

Janice Adja disse...

Parabéns!
Neste blog, fiz uma viagem que me lembrou os anos d'ourados. Revi poema de longas datas.
Obrigado.
Janice.