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domingo, 21 de agosto de 2011

Poetas da Nossa Terra

Monumento em Santa Cruz



Um poema de João de Barros

CAMINHO

a Ferreira de Castro


Dizem aqueles tristes que julgaram
Ter vivido num dia toda a vida:
-- É tudo engano e a alma aborrecida
Morre dos ideais que alucinaram...

E aos outros gritam: -- Onde, esta subida
Atrás das ilusões que vos chamaram?
-- Loucos, parai... Só esses que pararam
Chegaram à verdade apetecida!

Mas nós -- nem os ouvimos, nós, os fortes
Que através de mil prantos e mil mortes,
Sabemos que a verdade ou a ilusão,

-- Ideia altiva ou corpo de mulher --
Nunca podem fugir a quem tiver
Beijos de amor e garras de ambição!


Humilde Plenitude, Lisboa, Livros do Brasil, 1951

 

8 comentários:

Solange disse...

muito bom, como sempre..

bjs.Sol

Eloah disse...

Lindo demais.Amei!!Passar por aqui encantou minha alma! Bom domingo com muita luz e muito amor.Bjs no coração Eloah

Mara disse...

Boa tarde, meu querido!
Bela fotografia e belo poema!
Um post bem original....

...
Nunca podem fugir a quem tiver
Beijos de amor e garras de ambição!
Gostei...
Beijo carinhoso,
Mara

Maria disse...

Lindo poema, não conhecia o poeta.
Beijinhos
Maria

Albertina Granja disse...

Passo tantas vezes ao pé deste monumento a JOÃO DE BARROS e nunca me ocorreu que este homem nos deixou poemas lindíssimos...
Este é um deles...
Parabéns Andrade por se ter lembrado......
O poema é belo e o monumento em Santa Cruz é também muito bonito e merecido....

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Passando para agradecer a presença e o carinho deixado no chá da Rozana.
Quanto ao livro...tenho tido convites, mas acho que não estou à altura disso.
Mas se acontecer, prometo que receberá um exemplar logo.

Beijinho
Rosa

Mara disse...

Boa Noite!
Meu Blogue “Lusofonia Poética“ está sendo Homenageado no Blogue “Um Farol Chamado Amizade”. Convido a todos para irem até lá e conhecer m esse espaço cultural.
Sua visita me deixará muito feliz.

http://nuestramizade.blogspot.com/

Beijo,
Mara

Teresinha Oliveira disse...

Não conhecia o poeta, mas gostei,principalmente das " garras de ambição". Quanto ao mar do victor Hugo, não é tela,não. Eu não me fiz compreender. Mea culpa três vezes.É uma descrição tão linda que me pareceu até uma pintura. Teresinha Olveira. Vamos ver se consigo postar. Dedos cruzados...