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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Poetas da Nossa Terra


Seus Olhos


  Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
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10 comentários:

isa disse...

E não me digam que Garrett ñ sabe cantar o Amor,a beleza da Mulher!
Sabe como poucos o fizeram!
Beijo.
isa.

Isamar disse...

O amor, cantado por Garrett, em pleno período do Romantismo, deixa-nos sem palavras.
Lindíssimo poema, excelente escolha a tua, amigo Andrade.

Bem-hajas!

Beijinho

piedadevieira disse...

Garrett me trouxe saudades de um tempo precioso.
Bela lembrança.
Beijos

Mara disse...

Zé, meu querido, boa noite!
Almeida Garret e seus versos de amor maravilhosos!
Divino, eterno!
...
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...

Um beijo carinhoso e o desejo de um ótimo final de semana.
Com carinho,
Mara

Solange disse...

como sempre, tudo perfeito por aqui..

bjs.Sol

Maria disse...

Lindissimo poema de Garret.
Beijinhos
Maria

ॐ Shirley ॐ disse...

Tão ardente esse poema de amor, que só sobrou cinzas?...Bela postagem, Andrade. Abraços!

Albertina Granja disse...

"Os olhos", "os olhares", às vezes têm destas coisas.....
podem cegar, podem queimar, podem deixar em cinzas......
Mas é assim mesmo.
E Almeida Garrett transmite-nos isso de uma forma tão súbtil e ao mesmo tempo tão intensa !!!!!

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Um poema muito bem escolhido...um hino ao amor, adorei e deixo um beijinho.

Sonhadora

Vivian disse...

...sem mais palavras!

belíssimo!!

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