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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poetas da Nossa Terra




CAMINHO

a Ferreira de Castro

Dizem aqueles tristes que julgaram
Ter vivido num dia toda a vida:
-- É tudo engano e a alma aborrecida
Morre dos ideais que alucinaram...

E aos outros gritam: -- Onde, esta subida
Atrás das ilusões que vos chamaram?
-- Loucos, parai... Só esses que pararam
Chegaram à verdade apetecida!

Mas nós -- nem os ouvimos, nós, os fortes
Que através de mil prantos e mil mortes,
Sabemos que a verdade ou a ilusão,

-- Ideia altiva ou corpo de mulher --
Nunca podem fugir a quem tiver
Beijos de amor e garras de ambição!


João de Barros

3 comentários:

Mara disse...

Zé meu querido, boa noite!
Sem dúvida é um belo soneto.
Eu não conhecia e gostei muito.
Um beijo carinhoso,
Mara

isa disse...

Parabéns pelo novo visual deste teu blog.
A combinação com o cinza está mt bem.
Beijo.
isa.

Cris Michelon disse...

Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade.
bjs