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quinta-feira, 10 de março de 2011

Poetas da Nossa Terra


Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.



                                                                                     Nuno Júdice

10 comentários:

colegio disse...

O amorrrrr....

é subjetivo, abstrato e complexo não podemos defini-lo apenas sentir o que ele provoca.
Obrigada pelo ABRAÇO.
bjs

colegio disse...

Amigo.. só agora percebi que entrei com o blog do colégio.
desculpas.
bjs
cris michelon

Isa disse...

Lindo o Poema que eu ñ conhecia.Mas
gostei.
O tema do Amor ñ se esgota nunca!
Beijo.
isa.

Albertina Granja disse...

Pois é !!!....!!!
Que se encha então o copo...!!!!
E que não haja pressa de o beber de um só trago...!!!

Mara disse...

Meu querido!
Que o amor que despejamos no copo da vida, possa vir a ser degustado lentamente....e que cada gole seja saboreado com prazer e alegria.
Beijos carinhos pra ti.
Com carinho,
Mara

Cata- Vento disse...

Um algarvio que muito aprecio e que tem uma obra cuja leitura considero indispensável.
O amor é um tema recorrente dos poetas. E como eles o sabem tratar!

Bem-hajas!

Beijinhos

Sonhadora disse...

Meu amigo

Como sempre saio daqui mais rica...adoro Nuno Júdice e este é lindo.

beijinhos
Sonhadora

Solange disse...

não conhecia esse poeta..
lindo..

bjs.Sol

ONG ALERTA disse...

Sempre novidades para nós, bom domingo beijo Lisette.

Teresinha Oliveira disse...

Foi bom você ter postado uma foto do Nuno Júdice. Eu já conhecia alguns poemas dele, lidos aqui e acolá, e o imaginava um senhor velhinho, poeta de décadas passadas.
Não o imaginava um homem jovem. Aqui no Brasil ele não é popular.
Bjos.