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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Poetas da Nossa Terra


Um Dia é Pouco ao Pé de Margarida


A nossa intimidade a três ou quatro é constrangida.
Tenho medo no ângor e uma urtiga no pé.
Um dia é pouco ao pé de Margarida:
A ausência é menos sozinha,
A muita companhia dá bandos longe. Até
A vida
É
Se tua, já menos minha:
Se própria de meu, repartida,
Por muitos na atenção, nem tua é.
Só nossa solidão dual e penetrada
Evita o perigo do nada
A que, por condição, setas, as nossas pernas
Apontam na cavidade inexorável,
Fim de molécula qualquer.
Mas, entretanto, Margarida amável
Será flor, ou mulher?


Vitorino Nemésio,
in "Caderno de Caligraphia e
outros Poemas a Marga"

5 comentários:

Insana disse...

Entre gritos de sussurros pretendo mostrar a agonia e a felicidade do que é o viver o sobreviver nas dificuldades e nas esperanças do nossos dias.
Explodir em sentimentos é simples é como gritar de um prédio ou de uma montanha.
Desenhar no caderno pixar o muro por em um outdoor escrever no vapor do espelho.
Gritei tanto com toda minha alma
Vou sussurrar

Bjs
ursinha

Isa disse...

Embora prefira Nemésio prosador,reconheço a beleza deste poema!
Parabéns pela escolha.
Beijo.
isa.

Memória de Elefante disse...

O Amor pode parecer fusão total mas é o enfrentamento de duas solidões.

Belíssimo poema, não conhecia este poeta, Obrigada!


Um beijo

Jacque disse...

Que Lindo, amigo.Queria convidar pra ver meu novo vídeo no Blog: SENTIMENTOS.
http://sentimentos-jacque.blogspot.com

Bijo

Jacque

poetaeusou . . . disse...

*
Nemésio o Açoriano
da Praia da Vieira de Leiria,
quando o mar embravecia exclamava,
sinto o Mau Tempo no Canal, para além do além,
,
um abraço,
,