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domingo, 7 de junho de 2009

Joaquim Pessoa




Não vou por-te flores de laranjeira na cabeça



Não vou pôr-te flores de laranjeira no cabelo

nem fazer explodir a madrugada nos teus olhos.

Eu quero apenas amar-te lentamente

como se todo o tempo fosse nosso


como se todo o tempo fosse pouco

como se nem sequer houvesse tempo.


Soltar os teus seios.


Despir as tuas ancas.


Apunhalar de amor o teu ventre.

Joaquim Pessoa

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3 comentários:

Isa disse...

Bom Dia!
Ñ cansa ler,sentir,sonhar,com os
poemas de Joaquim Pessoa.
Parabéns pela escolha.
Beijo.
isa.

KrystalDiVerso disse...

Amor descomprometido!...
Na verdade o Amor, quando fazendo parte de um admirável corpo de mulher, talvez não mereça a obrigação do compromisso!... Será o Amor um símbolo qualquer de Liberdade?!... Talvez não; talvez seja um compromisso com cada um de si para consigo mesmo, servindo para uma partida de conquista dos corpos admiráveis onde pares de fartos seios e uma admiráveis cochas bem torneadas... saberão a troféu... descomprometido!...
Admiravelmente, há quem acabe descalço por não ter quem lhe aperte os sapatos que não consegue alcançar lá do alto de sua solidão... final!

Escolha entre... beijos e abraços

mariabesuga disse...

Joaquim Pessoa. Ele próprio do lado de dentro da poesia. Eu gosto das palavras dele e da sua forma de fazer poemas com elas.