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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Joaquim Pessoa - 21


21


Sabia que voltavas. Estava à espera

que tudo se acalmasse. E acalmou.

Foi como o inverno frio que passou

e deu lugar por fim à primavera.


Chegaste ainda um pouco convencida

que a razão toda estava do teu lado

e eu que raramente estou zangado

procurei solução descontraída:


sentei-te no meu colo, acariciei

teus seios, tuas coxas, teu umbigo,

mordi a tua língua e já nem sei


quantas mais coisas fiz então contigo.

Porém, uma das coisas que te dei,

queres sempre a dobrar e eu não consigo.

poema vigésimo primeiro dos Sonetos eróticos & irónicos & sarcásticos & satíricos & de amor & desamor & de bem & e de maldizer do poeta Joaquim Pessoa

2 comentários:

Isa disse...

Bem...cheguei ao final do poema...
à espera.
Mas entendi.
Beijo.
isa.

Vivian disse...

...o segredo do amor bem feito,
é sempre o querer mais...

delícia de poema!!

beijos, meu lindo!