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quarta-feira, 25 de março de 2009

JOAQUIM PESSOA


Adoro ouvir falar, nas tuas costas,


de ti e dos tais crimes que tu fazes.

(é do tipo de coisas que não gostas

mas é do que as pessoas são capazes).



Nunca me intrometi. Deixo falar.

por estranho que pareça, o julgamento

assim, à revelia. é salutar.

O réu é condenado de momento



depois volta, andando em liberdade,

a cometer mais crimes, mais excessos

contra a tradicional moralidade,



confundindo direitos e avessos.

E eu que sou escrivão contra vontade

arquivo, livremente, os teus processos.




3 comentários:

Isa disse...

A conotação das palavras torna o texto mais rico e conduz-nos a locais,sentidos e sensações,sempre
diferentes.
Gostei,AmigoK.
Beijo.
isa.

Paula Raposo disse...

Joaquim Pessoa sempre bem!! Obrigada pela partilha. Beijos.

belinha disse...

Este tenho igual:)